Foto: Aline Jasper e Luciane Navarro/UEPG

O Hospital Universitário da Universidade Estadual de Ponta Grossa (HU-UEPG) concluiu neste mês o maior mutirão de cirurgias ortopédicas de sua história, com 306 procedimentos eletivos realizados entre novembro de 2024 e julho de 2025. A iniciativa beneficiou pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) que aguardavam por intervenções como próteses de quadril, total de joelho, correções de lesões ligamentares, além de cirurgias nas mãos, como síndrome do túnel do carpo, dedo em gatilho e dedo em martelo.

Com as cirurgias realizadas aos fins de semana, o mutirão não interferiu na rotina do Centro Cirúrgico do hospital, que segue como referência em diversas especialidades. A ação integra o programa estadual Opera Paraná, que tem como objetivo reduzir filas por cirurgias eletivas em todo o estado.

Parceria que transforma vidas

A realização do mutirão envolveu a cooperação entre a Secretaria de Estado da Saúde (SESA), a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, e a administração da UEPG. Para o secretário Aldo Nelson Bona, o trabalho é exemplo de como a integração entre ensino e saúde pode gerar impacto direto na população. Já o reitor da UEPG, Miguel Sanches Neto, celebrou:

“Alguns pacientes esperavam há seis anos. Agora, estão de volta a seus lares com saúde e qualidade de vida.”

O secretário estadual da Saúde, Beto Preto, reforçou que o Paraná é o estado que mais realiza cirurgias eletivas no país, com cerca de 2.100 procedimentos por dia:

“Investimos mais de R$ 1 bilhão em dois anos e meio para acabar com as filas e dar respostas rápidas às pessoas. O mutirão do HU foi um marco, e teremos novas ações em breve.”

Depoimentos que emocionam

Denice Rosa, uma das primeiras pacientes do mutirão, aguardava cirurgia no quadril desde 2016:

“Quando me ligaram dizendo que eu tinha sido chamada, chorei de alegria. Agora sou outra pessoa — voltei a andar, sem dores, e pude devolver a bengala que peguei emprestada há anos.”

Adair Rodrigues Machado, de Jaguariaíva, também foi atendido:

“Acabaram as dores. Um trabalho maravilhoso dos profissionais que nos atenderam com tanto cuidado.”

A diretora-geral dos HUs da UEPG, Fabiana Mansani, lembrou que a fila havia sido agravada pela pandemia:

“O mutirão trouxe agilidade, qualidade e esperança para centenas de pessoas que esperavam por uma chance de retomar a vida sem dor.”

O vice-reitor, Ivo Mottin Demiate, agradeceu o empenho das equipes envolvidas:

“Foi uma ação completa, desde o pré até o pós-operatório. Um esforço que trouxe dignidade e saúde para muita gente.”

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