Apesar do nome, as chamadas terras raras não são exatamente escassas. Trata-se de um grupo de 17 elementos químicos presentes em abundância em diversas regiões do mundo. No entanto, dois países concentram a maior parte dessas reservas: China e Brasil. Com 45% do total global, Pequim chegou a ameaçar suspender as exportações para os Estados Unidos, exigindo que o então presidente Donald Trump revisasse as tarifas aplicadas aos produtos chineses.

Esse tipo de pressão revela o valor estratégico desses minerais, considerados essenciais para a produção de equipamentos militares e para os “superímãs” usados em motores de carros elétricos. E o Brasil não está fora desse jogo. Com 25% das reservas conhecidas, o país detém a segunda maior quantidade de terras raras do planeta — um recurso que pode se tornar uma peça-chave na disputa comercial e tecnológica internacional.

Neste episódio de O Assunto, o professor Fernando José Gomes Landgraf, da Escola Politécnica da USP, analisa por que esses minerais, embora não escassos, assumiram um papel central na geopolítica global. Ele explica os impactos ambientais e econômicos da exploração das terras raras no Brasil e avalia os passos necessários para o país avançar na cadeia de produção desses insumos.

Landgraf também discute como o Brasil pode usar essa vantagem mineral em negociações comerciais, especialmente diante da nova “chantagem tarifária” anunciada por Donald Trump contra produtos brasileiros.

Fonte: G1

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