Compostroca transforma lixo em adubo e fortalece a agricultura urbana com alta tecnologia no Cajuru.

Foto: Divulgação – Bem Paraná

Na Fazenda Urbana do Cajuru, um projeto silencioso mas revolucionário vem mudando a forma como Curitiba lida com resíduos orgânicos. Desde janeiro, o Compostroca, iniciativa do Coletivo Ambiente Livre com apoio da Prefeitura de Curitiba, vem utilizando sensores inteligentes, blockchain e monitoramento em tempo real para transformar lixo em adubo de forma eficiente e rastreável.

Com apoio da startup IrriGate e da plataforma Bion, o modelo é considerado replicável, sustentável e socialmente inclusivo, além de integrar o mercado de créditos de carbono urbanos.

Tecnologia no lixo

O sistema IrrigaPlay, da IrriGate, é capaz de analisar, em até 10 segundos, parâmetros essenciais como temperatura, umidade, nitrogênio, fósforo e potássio (NPK) com 97% de precisão — algo que antes levava até 30 dias.

“A parceria com a IrriGate possibilita um acompanhamento em tempo real dos 49 dias do ciclo da compostagem”, explica Maurício Gikoski, responsável técnico do projeto.

Segundo Breno Gonçalves, CEO da IrriGate, o sistema evita desperdícios e problemas como maus odores ou perda de nutrientes:

“Com dados em tempo real, conseguimos tomar decisões rápidas e garantir um composto de altíssima qualidade.”

Blockchain e créditos de carbono

Outro diferencial é a integração com a plataforma Bion, que usa blockchain para certificar boas práticas e gerar créditos de carbono locais.

“Essa tecnologia vai permitir que pequenos projetos urbanos, antes fora do mercado tradicional de carbono, sejam remunerados por seus impactos ambientais positivos”, explica Marcio Rodrigues, CEO da Bion.

Compostagem que vira adubo (e renda)

Criado em 2021, o Compostroca já transformou mais de 12 toneladas de resíduos orgânicos em adubo para hortas comunitárias. As 20 famílias participantes recebem parte do adubo, que também abastece as 214 hortas urbanas da cidade.

Segundo a Embrapa, a ação evitou a emissão de cerca de 1.301,5 toneladas de CO₂ equivalente (tCO₂e), reforçando o potencial da compostagem como ferramenta contra as mudanças climáticas.

“A compostagem é uma aliada poderosa na segurança alimentar e na luta contra o desperdício”, afirma Leverci Silveira Filho, secretário de Segurança Alimentar e Nutricional de Curitiba.

Fonte: Bem Paraná

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