
O Governo do Paraná anunciou que Curitiba será a primeira cidade a receber uma Central de Atendimento ao Cidadão, com previsão de inauguração até novembro deste ano. A iniciativa faz parte de um projeto estadual que visa centralizar diversos serviços públicos em um único espaço, promovendo mais agilidade e eficiência no atendimento à população.
O contrato com o consórcio responsável pela implantação foi assinado no dia 13 de junho, e mesmo com um prazo de seis meses previsto em edital para a entrega da primeira fase, a expectativa é que a unidade inicial seja instalada em um shopping da capital paranaense.
Essa primeira etapa do projeto também prevê unidades nas cidades de Foz do Iguaçu, Londrina, Maringá, São José dos Pinhais, Ponta Grossa, Umuarama e uma segunda unidade em Curitiba, no bairro Pinheirinho. Os espaços já estão em processo de locação.
A segunda fase contempla os municípios de Araucária, Campo Mourão, Cascavel, Colombo, Curitiba (Boa Vista), Guarapuava e Paranaguá. A terceira e última etapa inclui Apucarana, Arapongas, Campo Largo, Pinhais e Toledo. O cronograma prevê a conclusão de todas as etapas em até um ano.
As unidades terão capacidade para realizar até 7 milhões de atendimentos por ano — uma média de 27 mil atendimentos por dia —, funcionando de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Os espaços contarão com áreas de espera, acessibilidade, conforto e atendimento padronizado.
Segundo Leandro Victorino de Moura, superintendente de Governança de Serviços e Dados, o modelo representa um novo padrão de atendimento público. “Estamos construindo um ambiente moderno, eficiente e acolhedor, em que o cidadão poderá resolver diversas demandas do Governo do Estado em um único local”, afirmou.
A implantação será realizada pelo Consórcio CIX Experience Paraná, formado pelas empresas Cix Citizen Experience S/A, Quipux S.A.S do Brasil e Urban Participações Ltda. O contrato de concessão prevê um investimento total de R$ 871,3 milhões em cinco anos. A estimativa é que o custo por atendimento seja de R$ 27,07 — valor 70% menor do que o gasto atual, o que pode gerar uma economia superior a R$ 2 bilhões ao longo do período.
A segurança de dados dos usuários também é prioridade no projeto. O contrato prevê conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), com uso restrito das informações pessoais para a prestação dos serviços públicos.
