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A Prefeitura de Curitiba vai dar um passo decisivo para a ampliação da Muralha Digital, com o lançamento do programa Conecta Muralha Curitiba, que permitirá o credenciamento de empresas privadas de videomonitoramento como parceiras oficiais da iniciativa. O anúncio oficial será feito pelo prefeito Eduardo Pimentel nesta quarta-feira (10), às 11h.

A proposta visa reforçar a segurança pública por meio da colaboração entre Poder Público, setor privado e sociedade civil, ampliando o alcance do sistema de câmeras inteligentes para novos bairros da capital.

A medida atende uma das principais reivindicações da “Carta para Curitiba do Futuro”, elaborada em 2024 pela Tribuna do Paraná em conjunto com os Conselhos Comunitários de Segurança (Consegs). O documento cobrava mais monitoramento nas regiões com maiores índices de criminalidade.

“São mais olhos eletrônicos que alertarão as autoridades e farão o registro das ocorrências, facilitando a identificação dos autores”, explica Roberto Kuss, presidente do Conseg Capão Raso, que apresentou a proposta em fevereiro ao secretário de Defesa Social, Rafael Vianna.

Kuss, no entanto, ressalta a necessidade de vigilância social sobre a iniciativa: “As câmeras devem priorizar a segurança e não podem ser usadas para outros fins. Por isso, os Consegs devem acompanhar de perto esse trabalho. Somos nós que conhecemos os reais problemas de cada bairro.”

O novo projeto vem sendo estruturado com base na experiência do atual sistema da Muralha Digital, que usa inteligência artificial e análise em tempo real para combater o crime. A entrada de empresas privadas promete potencializar o alcance e a capilaridade da tecnologia sem custos adicionais aos cofres públicos.

A licitação para credenciamento das empresas será apresentada durante a cerimônia de lançamento, com regras definidas para garantir integridade, transparência e foco exclusivo em segurança pública.

Com a nova fase da Muralha Digital, Curitiba sinaliza uma inflexão estratégica: segurança pública como política colaborativa. Ao integrar iniciativa privada e participação comunitária, a capital aposta na descentralização da vigilância para fortalecer o combate à criminalidade nos bairros mais vulneráveis.

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