
O prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel (PSD), afirmou nesta quarta-feira (3) que não vê motivo para a decisão das professoras da rede municipal de ensino de entrarem em estado de greve, aprovada na última sexta-feira (27). Em entrevista ao Plural, o prefeito garantiu que “as portas da Prefeitura estão abertas para discussão” e reiterou o compromisso de destravar as progressões na carreira durante os quatro anos de mandato.
A principal reivindicação da categoria é o fim das travas impostas ao crescimento vertical na carreira, mecanismo que permite promoções dentro da estrutura funcional. Atualmente, a Prefeitura limita a progressão vertical a apenas 20% dos profissionais com direito, a cada dois anos.
O represamento desse tipo de avanço começou em 2015 e se intensificou após o então prefeito Rafael Greca (PSD) suspender os planos de carreira do funcionalismo ao assumir o cargo em 2017, sob a justificativa de que não havia recursos em caixa para honrar os compromissos firmados na gestão anterior, de Gustavo Fruet (PDT). Só ao fim de sua gestão, Greca enviou novos planos de carreira à Câmara, mas com limitações que mantêm travado o crescimento para 80% dos servidores que já têm direito à progressão.
Durante evento oficial no bairro Água Verde, Pimentel voltou a prometer que as promessas feitas na campanha eleitoral de 2023 serão cumpridas ao longo do seu mandato, incluindo a valorização do funcionalismo por meio da reestruturação da carreira.
“Estamos discutindo, fizemos alguns destraves de carreira, e agora no segundo semestre, com a volta da Câmara Municipal, teremos novos projetos para valorizar o servidor”, declarou. “E reafirmo que as portas da Prefeitura estão abertas. Nenhuma reunião foi cancelada”, acrescentou o prefeito.
Apesar do posicionamento da gestão, o movimento docente considera insuficientes as medidas adotadas até agora e cobra maior celeridade nas mudanças prometidas.
Fonte: Plural Curitiba
