
O Paraná acaba de dar um passo importante no cuidado com a saúde de pacientes que enfrentam epilepsias refratárias. A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) regulamentou a oferta de medicamentos à base de canabidiol (CBD) no SUS estadual, voltados a pessoas com síndromes raras como Dravet, Lennox-Gastaut e o Complexo de Esclerose Tuberosa.
O fornecimento gratuito começará em julho, com o início dos cadastros. A medida é voltada a pacientes que não tiveram resposta com os tratamentos já disponíveis na rede pública, respeitando as indicações previstas em bula e critérios clínicos específicos.
“O Paraná está unindo ciência e sensibilidade para oferecer mais qualidade de vida a quem enfrenta quadros graves e limitantes. É uma decisão que representa avanço e responsabilidade”, afirma o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.
A regulamentação segue o que estabelece a Lei Estadual nº 21.364/2023 e os decretos mais recentes. O tratamento com CBD será ofertado exclusivamente em casos nos quais todas as terapias convencionais já foram esgotadas. A solicitação deverá ser feita nas farmácias das Regionais de Saúde ou nos municípios que integram o componente especializado da Sesa. A lista de documentos será divulgada nos próximos dias.
Desde o início de 2025, o Estado também disponibiliza um medicamento que combina THC e CBD para tratar espasticidade associada à esclerose múltipla. Atualmente, 69 pacientes estão cadastrados nesse protocolo.
Para Deise Pontarolli, coordenadora da Assistência Farmacêutica da Sesa, a medida amplia as possibilidades de cuidado dentro do SUS. “Trata-se de um marco. Estamos oferecendo uma alternativa segura e monitorada para quem já tentou de tudo. O impacto para as famílias é enorme.”
A expectativa é que a nova política represente não apenas alívio para os pacientes, mas também esperança. Com rigor técnico e foco no cuidado, o SUS paranaense incorpora mais uma ferramenta de alta relevância clínica, baseada em evidências e no compromisso com a vida.
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