Marcelo Camargo/Agência Brasil

Em uma defesa firme e direta, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou nesta quinta-feira (19) a importância do aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para garantir o equilíbrio das contas públicas e promover mais justiça tributária no país. A declaração foi feita durante entrevista ao podcast Mano a Mano, conduzido por Mano Brown e Semayat Oliveira.

Lula não poupou críticas ao atual sistema e destacou que a mudança visa tributar setores mais lucrativos. “O IOF do Haddad não tem nada demais. O Haddad quer que as bets paguem mais imposto de renda, que as fintechs e os bancos paguem. Só um pouquinho para fazermos a compensação e não precisarmos cortar no Orçamento toda vez que extrapolarmos o arcabouço fiscal”.

A fala do presidente escancara a batalha travada entre o Planalto e o Congresso. Na última segunda-feira (16), a Câmara aprovou, por 346 votos a 97, urgência para votar o projeto que tenta barrar as mudanças no IOF implementadas por decreto e Medida Provisória. Se aprovado, o texto poderia anular as medidas propostas por Lula e sua equipe para aumentar a arrecadação e preservar a meta fiscal definida pela Lei de Diretrizes Orçamentárias.

O governo tenta reverter a pressão e insiste que o ajuste no IOF não prejudica quem menos tem. “A gente quer fazer justiça tributária. Queremos que quem ganhe mais, pague mais. Que quem ganhe menos, pague menos. E que as pessoas vulneráveis não paguem impostos”.

Esta batalha no Congresso não passa de uma queda de braço para decidir quem vai ditar as regras fiscais e tributárias no país. De um lado, o governo tenta avançar com uma agenda de equilíbrio e justiça fiscal. Do outro, uma oposição mobilizada tenta barrar o ajuste e transformar a disputa em capital político.

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