Projeto prevê aumento de até 11,31% para ativos, inativos e pensionistas; matéria segue para comissões de Finanças e Educação

Créditos: Valdir Amaral/Alep

Em reunião extraordinária realizada nesta segunda-feira (9), a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Paraná aprovou o projeto de lei complementar 6/2025, que prevê o reajuste salarial dos professores da rede pública estadual, abrangendo profissionais ativos, inativos e pensionistas. A proposta, encaminhada pelo Poder Executivo, visa adequar os salários ao piso nacional da categoria para 2025.

O reajuste pode chegar a 11,31% em algumas classes, valorizando a carreira dos cerca de 68 mil professores ativos e 40 mil inativos do estado. Com a mudança, o menor salário para um professor com jornada de 40 horas será de R$ 6.600, representando um aumento de até R$ 500 em relação à remuneração atual, e ficando acima do piso nacional, que é de R$ 4.800 para a mesma jornada.

Além do salário-base, os professores recebem auxílio-transporte no valor de R$ 891,32 e gratificação por tecnologia e ensino de R$ 846,32. Segundo o Executivo, os profissionais do topo da carreira poderão alcançar remuneração superior a R$ 13,9 mil, considerando salário e benefícios.

O projeto contempla reajustes nominais para jornadas de 20 e 40 horas, e vale para todos os níveis e classes do Quadro Próprio do Magistério (QPM) e do Quadro Único de Pessoal (QUP), que será extinto gradualmente.

O impacto financeiro estimado para o Estado é de aproximadamente R$ 456 milhões por ano.

Durante a sessão, a deputada Ana Júlia (PT) apresentou voto em separado, ressaltando que o projeto trata de uma adequação ao piso, e não de um reajuste real, e solicitou que seja garantida a progressão interclasse. O deputado Luiz Claudio Romanelli (PSD) informou que o governo já negocia com a categoria e prepara uma emenda para atender essa demanda.

A proposta foi aprovada na CCJ com votos contrários dos deputados Arilson Chiorato (PT) e Ana Júlia (PT), e seguirá para análise nas comissões de Finanças e de Educação da Assembleia Legislativa.

Fonte: ALEP

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