
A Região Metropolitana de Curitiba (RMC) ultrapassou a marca de 3,7 milhões de habitantes em 2025, segundo as Estimativas da População divulgadas nesta quinta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No total, os 29 municípios que formam a região somaram 22.242 novos moradores em um ano, alta de 0,6%, acima da média do Paraná (0,56%).
O levantamento mostra que a Grande Curitiba reúne atualmente 3.720.170 pessoas, frente a 3.697.928 em 2024. Entre todas as regiões metropolitanas e regiões integradas de desenvolvimento (RIDE) do Brasil, apenas sete têm população maior que a de Curitiba: São Paulo (21,5 milhões), Rio de Janeiro (12,9 milhões), Belo Horizonte (6 milhões), Distrito Federal e Entorno (4,7 milhões), Porto Alegre (4,1 milhões), Fortaleza (4,15 milhões) e Recife (3,96 milhões). No último ano, apenas a RIDE do DF e Entorno cresceu mais que a RMC (+0,79%).
Cidades que mais cresceram e as que encolheram
Das 29 cidades da RMC, 24 registraram crescimento populacional. Os destaques foram Fazenda Rio Grande (+2,75%), Rio Branco do Sul (+2,55%) e Piraquara (+2%). Em contrapartida, cinco municípios perderam moradores: Bocaiúva do Sul (-2,89%), Doutor Ulysses (-0,5%), Adrianópolis (-0,13%), Rio Negro (-0,13%) e Balsa Nova (-0,03%).
A capital Curitiba continua sendo a cidade mais populosa, com 1.830.795 habitantes, crescimento de 0,09% em um ano (+1.570 pessoas). Sozinha, responde por 49,2% da população metropolitana.
Além da capital, outras oito cidades da região têm mais de 100 mil habitantes: São José dos Pinhais (345.644), Colombo (240.720), Fazenda Rio Grande (161.506), Araucária (160.038), Campo Largo (142.695), Pinhais (131.199), Piraquara (124.934) e Almirante Tamandaré (123.788). No outro extremo, quatro municípios têm menos de 10 mil moradores: Doutor Ulysses (5.744), Tunas do Paraná (6.304), Adrianópolis (6.319) e Campo do Tenente (7.693).
Importância das estimativas
Os dados do IBGE são usados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) no cálculo do Fundo de Participação de Estados e Municípios (FPE e FPM) e servem de base para indicadores econômicos e sociodemográficos entre um Censo Demográfico e outro.
Segundo o gerente de Estudos e Análises da Dinâmica Demográfica do IBGE, Marcio Minamiguchi, a tendência é de desaceleração no crescimento da população.
“Os resultados mostram uma desaceleração, o que já era indicado pelo Censo 2022 e pelas Projeções da População, ambas pesquisas realizadas pelo IBGE”, afirmou.
Fonte: Bem Paraná
