A PGR (Procuradoria-Geral da República) pediu que as investigações sobre fraudes no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) sejam retiradas da relatoria do ministro Dias Toffoli no STF (Supremo Tribunal Federal).

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, entende que o fato de Toffoli ser relator da ação que trata do ressarcimento às vítimas de descontos indevidos não significa que ele deva também conduzir as investigações criminais.

O parecer, solicitado pelo próprio Toffoli em 10 de junho, chegou ao Supremo apenas na última segunda-feira (18). A manifestação não entra no mérito das apurações, mas discute apenas a questão da relatoria.

O ministro enviou o documento ao presidente do STF, Luís Roberto Barroso, que decidirá se determina ou não a realização de sorteio para definir um novo relator.

Nos bastidores, auxiliares de Gonet e de Toffoli avaliam que, ao defender o sorteio, a PGR sinaliza que parte das investigações deve continuar no Supremo, em vez de ser remetida integralmente às instâncias inferiores.

Ainda em junho, Toffoli havia solicitado à Polícia Federal que enviasse ao seu gabinete todas as apurações abertas no país sobre descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões. Segundo interlocutores, a preocupação do ministro era evitar uma “despadronização” de respostas entre diferentes comarcas para processos semelhantes.

Embora não tenha determinado a suspensão das investigações, na prática muitas delas ficaram paralisadas, já que juízes de primeira instância recearam avançar e depois terem as decisões anuladas por alegada falta de competência.

Fonte: CNN

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