
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta quinta-feira (21/8) que as mensagens em que Eduardo Bolsonaro critica seus movimentos políticos e que foram trocadas com o ex-presidente Jair Bolsonaro são apenas uma “conversa privada de pai para filho”.
As falas vieram a público na quarta-feira (20), em relatório da Polícia Federal (PF). Pai e filho foram indiciados por coação e tentativa de obstrução de Justiça, no âmbito das investigações sobre a trama golpista no Supremo Tribunal Federal (STF).
“Não vou comentar uma conversa privada de pai para filho. É uma questão que só interessa aos dois. E eu não sei nem por que essas conversas foram divulgadas. Não vejo interesse público nisso”, disse Tarcísio durante agenda no interior paulista.
O governador também destacou que sua relação com Bolsonaro permanece inalterada:
“Relação de lealdade, relação de amizade, relação de gratidão com uma pessoa que eu entendo que fez muito pelo Brasil e fez muito por mim. Me abriu a porta, sempre foi muito amigo e eu vou ser amigo, vou estar sempre do lado, vou estar sempre trabalhando para ajudar na medida do possível.”
Ele ainda criticou o vazamento das mensagens pela PF e as investigações em curso.
Conversas reveladas pela PF
No relatório, a PF reproduziu mensagens em que Eduardo Bolsonaro, dos Estados Unidos, ataca Tarcísio em meio às negociações sobre o tarifaço imposto pelo governo Donald Trump a produtos brasileiros.
Em um dos trechos, Eduardo acusa o governador paulista de tentar se projetar politicamente:
“Tarcísio quer posar de salvador da pátria e está se aquecendo para 2026, enquanto você está se f…”, escreveu o deputado a Bolsonaro em 11 de julho.
Eduardo ainda disparou contra o pai, chamando-o de “ingrato do caralho” e usando a sigla “VTNC” (abreviação de um xingamento).
Segundo ele, Tarcísio “nunca ajudou em nada no STF” e teria permanecido “de braços cruzados” enquanto Bolsonaro enfrentava decisões da Corte.
Fonte: Metrópoles
