O Ministério da Defesa deve cancelar neste ano o Combined Operation and Rotation Exercise (CORE), programa de cooperação entre os exércitos do Brasil e dos Estados Unidos criado durante o governo Jair Bolsonaro (PL).

O exercício militar conjunto, previsto para ocorrer no sertão pernambucano com a participação de cerca de 200 militares brasileiros e 150 soldados norte-americanos, foi afetado por restrições orçamentárias e pelo agravamento da crise diplomática entre Brasília e Washington.

Fontes das Forças Armadas afirmam que, além da falta de verba, há pressão política para que todo relacionamento bilateral envolvendo a embaixada dos EUA — crítica ao STF — seja reavaliado.

Em agosto, estava programada a vinda de militares americanos para reconhecimento do terreno da operação, mas a viagem não aconteceu. Do lado dos EUA, no entanto, a posição oficial segue de manter o exercício.

Histórico da cooperação

O CORE teve sua primeira edição em 2021, no Brasil, e desde então os dois países passaram a revezar na realização do programa. Em 2024, a expectativa era de realizar as manobras no interior de Pernambuco.

No entanto, segundo integrantes da Defesa, não há mais recursos disponíveis para financiar o exercício. A única ação militar prevista para este ano é a Operação Atlas, próxima à fronteira com a Venezuela, já anunciada no início do ano.

Relação abalada

O iminente cancelamento ocorre em um dos momentos de maior tensão diplomática recente entre Brasil e Estados Unidos, com impactos até mesmo na tradicional aliança militar.

Em julho, os EUA cancelaram o Southcom, evento que vinha sendo organizado em parceria com a Força Aérea Brasileira (FAB) e que ocorreria em Brasília.

Apesar do impasse político, as Forças Armadas dos dois países ainda mantêm antigas parcerias, o que gera dúvidas sobre os próximos passos da cooperação bilateral.

Fonte: CNN

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