Foto: Ari Dias/AEN

O Paraná registrou em 2024 o maior superávit da sua história no comércio interestadual, com saldo positivo de R$ 144 bilhões nas transações com outros estados. Os dados são do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), com base em informações do Confaz.

As vendas de produtos paranaenses para o restante do país somaram R$ 981 bilhões, enquanto as compras chegaram a R$ 837 bilhões. O resultado confirma a robustez da economia estadual e a capacidade do Paraná de abastecer o mercado nacional com produtos de alto valor agregado.

Crescimento expressivo em cinco anos

O saldo positivo cresceu mais de seis vezes desde 2019, quando o superávit era de R$ 23,6 bilhões. Nesse período, o Estado atraiu mais de R$ 300 bilhões em investimentos privados, destinados à construção de novas fábricas e à expansão de plantas industriais.

  • Exportações internas: crescimento de 175% (R$ 356,4 bi em 2019 → R$ 981,7 bi em 2024)
  • Importações internas: crescimento de 151% (R$ 332,7 bi em 2019 → R$ 837,7 bi em 2024)

Para o secretário estadual do Planejamento, Ulisses Maia, os números refletem geração de riqueza e oportunidades:

“Alta produção significa geração de emprego e renda no Estado, beneficiando diretamente a população paranaense”.

Diversificação da economia

Segundo o presidente do Ipardes, Jorge Callado, o Paraná se consolidou como fornecedor estratégico para diferentes setores:

“O Estado tem protagonismo na produção de alimentos, combustíveis, veículos e eletrodomésticos, abastecendo todo o Brasil e reforçando a competitividade do nosso parque produtivo”.

Destaques regionais

O Paraná obteve superávits comerciais com a maioria dos estados brasileiros. Entre os maiores saldos de 2024 estão:

  • São Paulo: R$ 26,37 bilhões
  • Santa Catarina: R$ 22,70 bilhões
  • Mato Grosso: R$ 16,18 bilhões
  • Rio Grande do Sul: R$ 13,80 bilhões
  • Minas Gerais: R$ 12,97 bilhões
  • Bahia: R$ 9,67 bilhões

Os principais produtos comercializados incluem grãos (soja, milho, feijão, cevada e frutas), carnes, leite, bebidas, além de veículos, autopeças e eletroeletrônicos.

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