
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, negou nesta segunda-feira (18) que o Brasil viva uma “ditadura judicial”. A declaração ocorreu em Cuiabá (MT), durante o lançamento do projeto “Diálogos com a Juventude”, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Questionado sobre as acusações, Barroso reagiu:
“Só afirmará isso quem não viveu uma ditadura. Ditaduras são regimes políticos em que há absoluta falta de liberdade, em que há tortura, censura, pessoas que vão para o exílio ou que são aposentadas compulsoriamente. Nada disso acontece no Brasil.”
O ministro afirmou que a expressão “ditadura judicial” é apenas retórica e considera tais críticas injustas com quem de fato enfrentou o autoritarismo no país.
“É claro que você pode discordar de decisões do governo, de decisões do Supremo. Mas eu, por exemplo, sou leitor de jornais e sites e notícias de todos os espectros políticos e vejo as críticas mais contundentes em relação ao governo, em relação ao Supremo e ao Congresso. Em ditaduras, não acontecem coisas assim.”
Barroso também respondeu a especulações de que poderia deixar o STF antes do prazo:
“Não, não vou me aposentar, não. Estou feliz da minha vida.”
Fonte: CNN
