
O pastor Silas Malafaia, investigado pela Polícia Federal (PF) no inquérito sobre a tentativa de obstrução da apuração do golpe de Estado de 2022, negou ter atuado junto ao governo dos Estados Unidos para promover sanções contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Primeiro, eu não falo inglês. Não conheço nenhuma autoridade, não tenho contato com nenhuma autoridade americana!”, afirmou Malafaia, ressaltando que soube de sua inclusão na investigação pela imprensa.
O líder religioso também criticou a forma como foi informado sobre o caso:
“Eu não recebi notificação nenhuma. Isso é uma vergonha. Eu não tenho medo. É livre a manifestação de pensamento e eu não vou me calar porque eu não tenho medo de vocês”, disse.
De acordo com a PF, Malafaia é investigado por suposta obstrução da Justiça, coação no curso do processo, organização criminosa, abolição violenta do Estado democrático de direito, ações contra autoridades e articulação por sanções internacionais contra o Brasil.
O inquérito também inclui o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o ex-presidente Jair Bolsonaro, apontados como articuladores da tarifa de 50% imposta pelo presidente americano Donald Trump a produtos brasileiros, além de sanções diplomáticas contra ministros do STF.
Fonte: Metrópoles

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