
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP) enviou uma carta formal convidando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para participar da 30ª Conferência das Partes (COP 30) da ONU sobre mudanças climáticas, marcada para novembro, em Belém (PA).
Lula destacou que o convite não tem relação com negociações comerciais, como a tarifa de 50% aplicada pelos EUA a milhares de produtos brasileiros, mas sim com a importância do engajamento global no combate às mudanças climáticas. Empresários, no entanto, pressionam para que Lula pelo menos telefone a Trump e abra um canal de diálogo sobre o tema.
O anúncio do convite foi feito durante entrevista à rádio BandNews FM, ocasião em que o presidente ressaltou a necessidade de que qualquer conversa entre os dois líderes seja respeitosa:
“O diálogo deve ser civilizado”, afirmou.
Antes da COP 30, existe a possibilidade de Lula encontrar Trump em Nova York, na abertura da 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas. No entanto, essa reunião está cada vez mais improvável. Na segunda-feira (11), o assessor especial de Lula para assuntos internacionais, Celso Amorim, declarou no programa Roda Viva, da TV Cultura, que não há planos para solicitar o encontro.
“Hoje eu não creio que esteja nos planos pedir um encontro, (mas) nada é imutável no mundo se houver gestos que justifiquem isso”, afirmou.
“Espero resposta”
Lula disse esperar uma resposta de Trump e afirmou manter o hábito de responder a todas as correspondências que recebe. Ele também manifestou interesse em encontrar o presidente americano, ressaltando que não guarda ressentimentos, mesmo após a saída dos EUA do Acordo de Paris durante o governo Trump.
Segundo o presidente brasileiro, a COP 30 será a “COP da verdade”, voltada a verificar se os líderes mundiais confiam nas evidências científicas sobre o aquecimento global.
Críticas de Flávio Bolsonaro
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou Lula, acusando-o de não buscar diálogo sobre as tarifas impostas pelos EUA.
“Lula (…) quer o caos. Atua como agente da desordem, cria crises, se recusa a solucioná-las e usa o falso discurso de soberania para justificar a instabilidade que alimenta”, afirmou no X (antigo Twitter).
Fonte: Gazeta do Povo
