Nova concessão promete ônibus elétricos, integração total e tarifa congelada na transição

Curitiba se prepara para um salto histórico no transporte coletivo. A nova concessão, apresentada pelo presidente da Urbanização de Curitiba (Urbs), Ogeny Pedro Maia Neto, na Câmara Municipal, prevê R$ 3,9 bilhões em investimentos nos próximos 15 anos. A promessa é ousada: frota renovada, integração temporal ampla, mais conforto para o usuário e segurança financeira para o sistema.
O projeto, estruturado em parceria com o BNDES, entra em consulta pública em 19 de setembro, com audiências marcadas para 1 e 10 de outubro. O edital sai em novembro, o leilão acontece em janeiro de 2026 e o novo contrato começa a valer em junho do mesmo ano.
Entre as novidades estão 245 ônibus elétricos em cinco anos, dois eletropostos públicos, integração de até 1 hora entre linhas sem pagar nova passagem e fundo garantidor abastecido com recursos de tributos para evitar crises financeiras.
Durante a transição, que pode durar até 24 meses, a tarifa será mantida em R$ 6. O modelo de remuneração também muda: as empresas passarão a receber pelo quilômetro rodado, e não mais pelo número de passageiros, alinhando-se à nova legislação federal.
Além disso, o município trabalha para que gratuidades, como as de idosos, sejam custeadas pelo governo federal — aliviando os cofres da cidade e permitindo tarifas mais justas.
“Vamos modernizar, ampliar a integração e tornar o transporte curitibano mais eficiente e sustentável, sem prejudicar o usuário”, afirmou Maia Neto.
Fonte: Bem Paraná
