
O “tarifaço de Trump” já é realidade: 50% de sobretaxa sobre produtos brasileiros que entram nos EUA. O impacto é direto e imediato para o Paraná — estado que exporta US$ 1,5 bilhão por ano para o mercado norte-americano e que tem no setor madeireiro seu carro-chefe de vendas.
Enquanto o governo federal prepara, para esta terça-feira, um pacote emergencial com crédito, alívio tributário e até aumento das compras públicas para manter empregos, o governo paranaense já colocou R$ 300 milhões na mesa em créditos de ICMS para empresas afetadas.
O levantamento da Secretaria da Fazenda e Receita Estadual aponta: cerca de 700 empresas no estado dependem das exportações para os EUA, sendo que 16 delas têm mais de 90% do faturamento vindo de lá.
No Paraná – além dos créditos de ICMS, haverá flexibilização de regras do programa Paraná Competitivo, linhas de crédito via BRDE (R$ 200 milhões) e Fomento Paraná (R$ 200 milhões), microcrédito e renegociações para pequenos negócios.
Na União – o pacote deve incluir capital de giro, diferimento de tributos e medidas para segurar empregos, em modelo parecido ao da pandemia.
O recado é claro: a guerra comercial começou, e a sobrevivência de setores inteiros vai depender da velocidade e eficácia dessas ações.
