Governo discute linha emergencial para socorrer empresários atingidos por tarifaço de Trump

O governo brasileiro discute os parâmetros de uma linha de crédito emergencial voltada a empresários afetados pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos sob a gestão de Donald Trump. A medida, em fase de finalização pelo Ministério da Fazenda, foi adiantada pelo ministro Fernando Haddad em entrevista à rádio CBN. A proposta busca ser pontual e com impacto fiscal reduzido, priorizando os setores mais atingidos.

Além disso, o Executivo avalia o envio de uma comitiva formada por empresários e representantes do governo federal aos Estados Unidos. O objetivo seria destravar negociações com a Casa Branca, que até o momento não respondeu à carta enviada pelo Brasil em maio. Segundo fontes ligadas à negociação, as chances de Trump recuar ou adiar a aplicação das novas tarifas são mínimas.

Apesar de ainda não haver uma decisão oficial sobre a viagem, o governo avalia seus efeitos políticos, econômicos e diplomáticos. Paralelamente, uma delegação composta por oito senadores brasileiros embarca para Washington na próxima semana, com encontros já marcados com parlamentares norte-americanos. O foco da missão, no entanto, não será negociar as tarifas, mas fortalecer os canais de diálogo com o governo dos EUA.

Com o tempo apertado, o governo trabalha com múltiplas alternativas — os chamados planos B, C e D. Ao mesmo tempo, governos estaduais se mobilizam para oferecer apoio direto aos empresários de seus respectivos estados.

Em São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas avalia liberar créditos de ICMS e ampliar um fundo de crédito com juros subsidiados para empresas fortemente impactadas. Já em Goiás, o governador Ronaldo Caiado propôs a utilização de três fundos, incluindo um com recursos do ICMS, para socorrer setores como pecuária, mineração e pescados, que devem ser duramente atingidos.

Mais reuniões com representantes de setores produtivos estão programadas ao longo da semana. Governos de outros estados — como Rio de Janeiro, Espírito Santo, Paraná, Bahia, Pará e Rio Grande do Sul — também se articulam para definir estratégias locais de apoio aos empresários.

Fonte: CBN

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