
Congresso dos EUA aprova nova taxa e visto americano ficará mais de R$ 1.400 mais caro para brasileiros
O Congresso dos Estados Unidos aprovou uma nova legislação que aumenta significativamente o custo do visto de não imigrante, o que inclui turismo, estudo e negócios. A medida foi inserida no pacote legislativo denominado “One Big Beautiful Bill Act” (Um Grande e Belo Ato, em tradução livre), sancionado em 4 de julho, data da independência americana.
A nova lei impõe uma taxa extra de US$ 250 (cerca de R$ 1.400 na cotação atual) para todas as categorias de vistos de não imigrantes. Com isso, o valor total para a emissão do visto de turismo — atualmente em US$ 185 (R$ 1.028,60) — sobe para US$ 435 (R$ 2.418,60), mais que o dobro do custo atual.
Essa cobrança adicional não poderá ser dispensada ou reduzida, segundo o texto aprovado. A legislação prevê reajuste anual da taxa com base na inflação dos EUA, a partir do ano fiscal de 2026.
A nova regra afeta diretamente brasileiros que pretendem visitar os Estados Unidos, seja a turismo, estudo ou negócios. Embora a taxa já esteja prevista em lei, ela ainda não aparece nos canais oficiais do governo norte-americano, como o site de agendamento e solicitação de vistos, o que impede a confirmação da data exata para o início da cobrança.
Segundo o texto legal, poderão ser concedidos reembolsos em casos específicos, como:
- emergências médicas ou apoio direto ao governo dos EUA;
- se o solicitante respeitar todas as condições do visto (não trabalhar sem autorização, por exemplo);
- se deixar o país em até cinco dias após o fim do período legal da estada;
- se, durante a validade do visto, obtiver extensão ou se tornar residente legal permanente.
Os recursos arrecadados, descontados os possíveis reembolsos, serão direcionados ao Tesouro Nacional dos Estados Unidos.
Fonte: Poder 360.
