
Após crescimento acelerado sob Greca, arrecadação municipal desacelera na gestão Pimentel
Depois de um ciclo de forte crescimento na arrecadação de impostos municipais durante os anos de gestão de Rafael Greca (PSD), Curitiba entra agora em uma fase de alta mais moderada na receita tributária sob a nova administração de Eduardo Pimentel (PSD). Ainda assim, a previsão da Prefeitura é de continuidade no crescimento da arrecadação entre 2025 e 2028, com alta acumulada de 19%, segundo dados da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026 encaminhada à Câmara Municipal.
A projeção aponta para aumento de arrecadação em diversos tributos:
- IPTU: +19%
- ITBI: +21%
- ISS: +20%
- Imposto de Renda Retido na Fonte: +17%
- Taxas municipais: +12%
- Contribuições: +10%
Durante o segundo mandato de Greca, entre 2020 e 2024, a arrecadação tributária da capital paranaense cresceu 38%. A alta foi puxada principalmente por dois momentos: um salto de 25% entre 2020 e 2021, em plena pandemia, e outro aumento expressivo de 18% entre 2023 e 2024.
Os dados mostram que, no período Greca, a arrecadação teve crescimentos significativos:
- IPTU: +45%
- ISS: +35%
- IRRF: +63%
- Taxas: +40%
- ITBI: +16%
- Contribuições: queda de 54%
Parte desse avanço foi atribuído a mudanças no modelo de cobrança do ISS, à revisão da base de cálculo do IPTU e à política de intensificação da cobrança de débito tributário. A atual gestão, por sua vez, indica uma postura mais moderada, embora ainda em linha com a tendência de crescimento na receita.
Com a nova LDO, o Executivo municipal aponta que, mesmo com menor intensidade, a pressão sobre os contribuintes deve continuar nos próximos anos.
Fonte: Plural Curitiba
