Foto: Gabriel Rosa/AEN

Com uma política ativa de estímulo à indústria, o Paraná se consolidou como um dos principais destinos de investimentos do Brasil. Desde 2019, o programa Paraná Competitivo já atraiu R$ 57,9 bilhões em investimentos privados, firmando 467 contratos com empresas nacionais e internacionais. Resultado direto: 51 mil empregos diretos criados em mais de 100 municípios.

O modelo paranaense se destaca pela agilidade nos processos, segurança jurídica e gestão eficiente. Criado em 2011, o programa teve seu maior crescimento nos últimos seis anos. Saltou de 24 contratos em 2019 para 115 em 2024 — e já soma 40 apenas nos primeiros cinco meses de 2025.

Entre os grandes destaques está a parceria firmada com a XBRI Pneus e a chinesa Linglong Tire, que vão construir uma nova fábrica de pneus em Ponta Grossa, nos Campos Gerais. Com investimento de R$ 6,7 bilhões, é o segundo maior da história recente do Estado.

Outro marco é o investimento da Klabin, que aplicou R$ 13 bilhões na ampliação de sua unidade em Ortigueira, com os projetos Puma I e II — os maiores investimentos privados já feitos no Paraná.

Segundo o secretário da Fazenda, Norberto Ortigara, o sucesso do programa reflete a confiança do setor produtivo na economia local. “As empresas veem no Paraná um ambiente estável e ágil, que oferece respostas rápidas, segurança e infraestrutura para crescer. Isso gera empregos, renda e desenvolvimento regional.”

Para o presidente da Invest Paraná, Eduardo Bekin, o Estado criou um know-how único no país, com processos simplificados e diálogo direto entre governo, empresas e prefeituras. “Mais do que incentivos fiscais, o que atrai é a forma como entregamos soluções. Isso virou uma vantagem competitiva do Paraná.”

Os benefícios fiscais, segundo os gestores, são sustentados pela lei e voltados a projetos futuros. “Não é renúncia de receita — é receita nova que só existe porque conseguimos atrair esses investimentos”, explica Francisco Inocêncio, coordenador do programa.

Com presença em cidades grandes e pequenas, o Paraná Competitivo também impulsiona a descentralização econômica. Além de polos tradicionais como Curitiba, Maringá, Cascavel e Ponta Grossa, cidades como Ortigueira, Antonina e Espigão Alto do Iguaçu têm recebido novas plantas industriais.

E os efeitos se estendem à educação e à qualidade de vida. A Klabin, por exemplo, desenvolve um programa com escolas públicas que já elevou o IDEB em 11 dos 12 municípios atendidos. “Nosso objetivo é fazer com que o desenvolvimento econômico se traduza em melhorias reais para a população”, conclui Ortigara.

Fonte: AEN

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