5/01/2022REUTERS/Andrew Boyers

O presidente da Shell no Brasil, Cristiano Pinto da Costa, destacou a importância da estabilidade regulatória para a indústria do petróleo, que opera em ciclos longos, com investimentos que podem levar décadas para maturar. Costa manifestou preocupação com o possível aumento da carga tributária no setor, tema que está em debate no governo federal para aumentar a arrecadação em 2025 e 2026.

Segundo ele, o Brasil já possui uma carga tributária elevada sobre o petróleo: em média, dois de cada três barris produzidos no país são destinados a impostos, royalties e participações especiais. Em comparação, nos Estados Unidos, essa relação é inversa, com apenas um barril tributado a cada três produzidos.

O executivo ressaltou que aumentos na tributação podem afetar negativamente a competitividade do país na atração de investimentos para o setor petrolífero, especialmente em um mercado global altamente disputado. Ele também mencionou a preocupação com o futuro do regime especial Repetro, que isenta equipamentos importados da indústria de diversas tarifas e impostos.

Como estratégia para ampliar sua atuação no Brasil, a Shell aposta em projetos como o campo de Gato do Mato, no pré-sal de Santos, com produção prevista para iniciar em 2029. A empresa detém 50% do empreendimento, em parceria com a Ecopetrol e a Total. Além disso, a Shell adquiriu quatro novos blocos na bacia do Sul de Santos, visando consolidar sua presença em uma região com grande potencial, geologicamente semelhante à Namíbia.

Costa também citou as perspectivas nas regiões da Margem Equatorial e Sul de Santos como oportunidades promissoras diante da possível exaustão das bacias de Santos e Campos. A Shell ainda mira participar do 3º ciclo de oferta permanente do regime de partilha, previsto para outubro, e do leilão de venda de petróleo em áreas próximas a campos já em produção, aguardando aprovação do Congresso.

Fonte:CNN

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