Foto: Eduardo Luiz Klisiewicz / Tribuna do Paraná

Curitiba volta a inovar em mobilidade urbana com a instalação de barras de LED no chão, que funcionam como semáforos auxiliares voltados a pedestres distraídos, especialmente os que caminham olhando para o celular. A ação, lançada durante a campanha Maio Amarelo, já começa a transformar a rotina de travessia em regiões movimentadas da cidade.

A cidade que há décadas exporta soluções urbanas para o mundo agora mira o chão para proteger vidas – e mostra que inovação eficaz pode ser simples, visível e urgente.

Tecnologia contra distração no trânsito

O sistema é simples: uma barra de LED no asfalto acende em vermelho ou verde, acompanhando o semáforo tradicional. Assim, mesmo quem está com os olhos fixos na tela do celular ou no chão é alertado sobre o momento certo para atravessar com segurança.

Segundo o superintendente de trânsito, Bruno Pessuti, a ideia é orientar “quem não levanta os olhos para o semáforo”. Em 2024, Curitiba registrou 850 atropelamentos, número que a prefeitura pretende reduzir com essa medida.

Locais com alto fluxo são prioridad

A primeira instalação ocorreu na Avenida Mário Tourinho, nas imediações do Parque Barigui. Desde então, outros pontos estratégicos também foram contemplados:

  • Cruzamento ao lado do Teatro Guaíra, no centro;
  • Acessos ao Shopping Jockey Plaza, no Tarumã;
  • Áreas próximas à Ligga Arena, com grande fluxo em dias de jogo;
  • Entradas do Couto Pereira, incluindo cruzamentos próximos à Paróquia Perpétuo Socorro;
  • Visconde de Guarapuava com Alferes Poli, próxima à Santa Casa e pontos de transporte coletivo.

A tecnologia será expandida para todas as 10 regionais de Curitiba, priorizando cruzamentos com alto fluxo de pedestres no período noturno.

Aceitação popular e tendência nacional

A tecnologia, já utilizada em outras capitais brasileiras, tem mostrado alta aceitação entre os moradores e se consolida como tendência também no cenário nacional.

“Essa inovação se mostra bem eficaz. A aceitação é muito boa”, concluiu Pessuti.

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