Com soluços persistentes e suspeita de pneumonia viral, ex-presidente cancela compromissos e desafia recomendações médicas em agenda intensa

Jair Bolsonaro. Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) enfrenta mais um episódio de agravamento em sua saúde, desta vez por conta de uma crise prolongada de soluços, acompanhada de náuseas, vômitos e desconfortos estomacais constantes. Os sintomas, segundo aliados, persistem desde 21 de junho e já impactam sua agenda política, com cancelamentos e alterações de compromissos.

Nesta quinta-feira (26), mesmo sob recomendação médica de repouso, Bolsonaro esteve em Belo Horizonte, onde se reuniu com o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), o deputado estadual Bruno Engler (PL) e o senador Cleitinho (Republicanos-MG). Em entrevista a uma rádio local no dia anterior, o ex-presidente deixou transparecer o incômodo: “Estou soluçando aqui, o pessoal deve estar percebendo”.

Apesar do quadro clínico e da suspeita de pneumonia viral, Bolsonaro segue desafiando as orientações médicas e mantém presença confirmada em eventos futuros, incluindo um ato evangélico na Avenida Paulista, previsto para o dia 29 de junho.

Análise editorial: A recorrente exposição pública de fragilidades de saúde de Bolsonaro ocorre em meio à movimentação da direita para as eleições de 2026. A insistência do ex-presidente em manter agendas apesar de alertas médicos reaquece debates sobre seus limites físicos e seu papel político nos próximos anos.

No último dia 20, Bolsonaro cancelou sua agenda em Goiânia (GO) após passar mal e retornar às pressas para Brasília. Segundo relatos, o mal-estar começou após um evento com churrasco em um frigorífico e se agravou durante uma homenagem recebida na Câmara Municipal de Aparecida de Goiânia. “Eu vomito 10 vezes por dia, talvez a décima primeira daqui a pouco”, afirmou, na ocasião.

Carlos Bolsonaro, vereador do Rio e filho do ex-presidente, afirmou que os sintomas recorrentes são consequência direta da facada sofrida em 2018, durante a campanha presidencial. Segundo ele, os efeitos do trauma ainda exigem uso de medicamentos potentes, como opioides do tipo fentanil, geralmente usados em ambientes hospitalares de alta complexidade.

Desde o atentado, Jair Bolsonaro passou por seis cirurgias, sendo a mais recente em abril deste ano, uma laparotomia exploradora para tratar uma obstrução intestinal.

Fonte: Bem Paraná

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