Palacio Itamaraty, RelacoesExteriores, Diplomacia. Sérgio Lima/Poder360

Itamaraty acusa EUA de desrespeito à soberania iraniana

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por meio do Itamaraty, condenou neste domingo (22.jun.2025) o bombardeio realizado pelos Estados Unidos contra instalações nucleares no Irã. Segundo a nota oficial, a ação representa uma “violação da soberania” do país persa e desrespeita o direito internacional, além das normas da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica).

Lula alerta para a instabilidade globa

Em mensagem publicada às 17h50 no X, Lula reforçou a “grave preocupação com a escalada militar no Oriente Médio” e condenou os ataques recíprocos entre Israel e Estados Unidos contra o Irã. O Itamaraty destacou que a violência em áreas densamente povoadas aumenta o número de vítimas e a destruição da infraestrutura civil.

Irã promete seguir programa nuclear

Os Estados Unidos entraram no conflito entre Irã e Israel e bombardearam as instalações nucleares de Fordow, Isfahan e Natanz no último sábado (21.jun). O Irã confirmou o ataque, mas garantiu que nenhuma parte estratégica foi atingida e que o programa nuclear será mantido.

O Brasil defende energia nuclear apenas para fins pacíficos

Na nota, o Itamaraty reafirmou que o Brasil “rejeita com firmeza qualquer forma de proliferação nuclear” e defende o uso da energia atômica apenas para fins pacíficos. Segundo o governo Lula, novos ataques contra instalações nucleares podem resultar em “desastres ambientais de larga escala” e danos irreversíveis à paz global.

Defesa da diplomacia e da contenção

Ao final do comunicado, o governo brasileiro cobrou “máxima contenção” das partes envolvidas e pediu uma solução diplomática urgente que interrompa o ciclo de violência. O Itamaraty alerta que as consequências da atual escalada militar comprometem a paz e o desarmamento nuclear em todo o planeta.

Ao repudiar a ofensiva americana contra o Irã, o governo Lula sinaliza que o Brasil reforça sua postura multilateral e tenta evitar que o Oriente Médio mergulhe em um novo conflito devastador. Em um momento em que o diálogo parece distante, o apelo do Itamaraty revela a urgência de desarmar tensões antes que elas ameacem a estabilidade global.

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