
O ministro dos Transportes, Renan Filho, esteve no Paraná nesta quarta-feira (18) para participar do lançamento das obras da PR-418, conhecida como Contorno Norte de Curitiba. Durante entrevista à Jovem Pan News, o ministro abordou os contratos de pedágio que vigoraram anteriormente no estado, além de comentar sobre futuros projetos em rodovias paranaenses.
Ao conversar com a jornalista Manuella Niclewicz, Renan Filho foi direto ao falar sobre o impacto negativo que os antigos contratos de pedágio deixaram na população. “O povo pagou caro e não levou as obras previstas nos contratos anteriores. Nós então discutimos bastante e encontramos um caminho adequado. Realizamos quatro dos seis leilões previstos e ainda há dois programados para este ano. Isso vai impulsionar o investimento rodoviário no estado”, afirmou.
Renan Filho destacou ainda que a parceria entre o Governo Federal e o Governo do Paraná será fundamental para garantir o maior volume de investimentos rodoviários da história estadual. “Com rodovia boa, todos os outros setores são impulsionados”, disse o ministro.
Situação dos pedágios e novos contratos
Sobre a nova modelagem dos pedágios, Renan Filho frisou que a ideologia foi deixada de lado para que o Paraná pudesse avançar na solução. Ele também lembrou que os contratos atuais são resultado da gestão federal atual. “O presidente Lula percebeu que o Paraná precisava de investimento. Fez isso com justiça social, cobrando menos do que cobrava anteriormente. As tarifas estão 50% menores na região de Curitiba. Temos que fazer um investimento necessário para garantir a segurança. O Brasil percebeu que esse era o caminho. Quando as pessoas pagam R$ 10 a cada 100 km, quem paga é quem usa. Quando a via é pública, quem paga nem usa”, afirmou o ministro.
Obras da Ferroeste e concessão da Malha Sul
Além dos contratos de pedágio, Renan Filho também falou sobre os próximos passos das obras da Ferroeste. Segundo ele, haverá uma reunião com o governador Ratinho Junior para discutir as condições do estado e a divisão de responsabilidades entre a União e o Paraná.
“São duas malhas federais. Esses dois ativos podem juntos garantir uma viabilidade econômica maior. Vamos discutir o que caberá ao estado e à União e como integramos os projetos. O Sul do Brasil tem carga hoje em dia. Há tempo para começar isso na nossa gestão”, finalizou Renan Filho.
Fonte: RIC
