Curitiba aposta em obra histórica de macrodrenagem no Rio Atuba para conter enchentes e criar novo parque urbano

Com foco na sustentabilidade e na prevenção de enchentes, o prefeito Eduardo Pimentel vistoriou na manhã desta sexta-feira (12/6) o andamento das obras de macrodrenagem em execução no Rio Atuba, no bairro Santa Cândida. A intervenção prevê a construção de duas bacias de contenção com capacidade para armazenar até 150 mil metros cúbicos de água — o equivalente a 60 piscinas olímpicas. O projeto inclui também galerias celulares, rede de drenagem, pavimentação e paisagismo.

A obra, uma das maiores de macrodrenagem da história recente da capital, tem como principal objetivo reduzir os riscos de alagamento na região Norte de Curitiba e colaborar com o sistema de drenagem dos municípios vizinhos, Pinhais e Colombo. Quando finalizada, a área também será transformada em um novo parque urbano.

“É a maior obra para contenção de cheias em andamento em Curitiba, uma resposta à altura dos desafios trazidos pelas mudanças climáticas. Toda a região Norte e os municípios vizinhos serão beneficiados com esse investimento, que tem alcance metropolitano. Depois de tudo pronto, a cidade ainda vai ganhar um novo parque”, destacou o prefeito Eduardo Pimentel.

Nova via e ciclovia

Com início em março, os trabalhos estão atualmente na fase de escavação da primeira bacia, cujo contorno já é visível. O projeto inclui a criação de uma nova via local com cerca de 1.000 metros de extensão, dando continuidade à Rua Dário Nogueira dos Santos. O trajeto contará com ciclovias e plantio de árvores.

As duas bacias de contenção ocuparão uma área de aproximadamente 100 mil metros quadrados. O grande volume de água da chuva será retido e liberado de forma controlada para o Rio Atuba, evitando sobrecarga na rede de drenagem e protegendo ruas e moradias da região.

A implantação das bacias ocorre entre o Rio Atuba e as ruas Paulo Kulik e Dário Nogueira dos Santos. Para garantir a estabilidade das margens e evitar erosões, serão usadas estruturas de gabião — gaiolas de ferro preenchidas com pedras que, ao longo do tempo, se integrarão à vegetação local.

Resposta às chuvas intensas

Segundo o secretário municipal de Obras Públicas, Luiz Fernando Jamur, a construção das bacias é fundamental para enfrentar os efeitos das chuvas cada vez mais intensas.

“Estamos implantando duas grandes bacias no Rio Atuba, essenciais para reter o excesso de água nos momentos de pico das chuvas. Essa capacidade de contenção permitirá um melhor controle do fluxo do rio, protegendo bairros como Bairro Alto, Bacacheri, Cajuru e até os municípios vizinhos”, afirmou Jamur. A previsão é que a obra seja concluída até o fim do primeiro semestre de 2026.

Desafio do solo e ritmo da obra

De acordo com Paulo Vitor Lucca, diretor do Departamento de Pontes e Drenagem da Smop, a escavação do solo enfrenta dificuldades devido à característica do terreno, que é bastante mole, dificultando o trabalho das máquinas, especialmente após períodos de chuva.

“Essa condição exige cuidados adicionais para garantir a segurança da operação e impacta o ritmo da obra. Ainda assim, estamos avançando na conformação das bacias, com a retirada diária de mais de 40 caminhões de terra. Já superamos os 5 mil metros cúbicos de solo escavado”, detalhou Lucca.

Mesmo na fase inicial, a chuva da última semana já serviu como um teste prático para o sistema: a área escavada da primeira bacia encheu com a água das chuvas e, aos poucos, o volume foi sendo escoado para o Rio Atuba.

A vistoria contou com a presença de técnicos das secretarias municipais de Obras Públicas e do Meio Ambiente.

Sobre o Rio Atuba

Com cerca de 22 km de extensão, o Rio Atuba atravessa bairros como Santa Cândida, Bairro Alto e Cajuru, além de marcar a divisa de Curitiba com os municípios de Pinhais e Colombo. Por ser um dos principais afluentes do Rio Iguaçu, o Atuba sofre com o impacto do crescimento urbano e das chuvas intensas.

A obra integra o plano de governo de Eduardo Pimentel e faz parte do eixo estratégico “Curitiba Estruturada e Bem Cuidada”, reafirmando o compromisso da cidade com a prevenção de enchentes e a adaptação às mudanças climáticas.

O investimento total é de R$ 26 milhões, com recursos próprios da Prefeitura e verbas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), via Ministério das Cidades e Caixa Econômica Federal. A execução está a cargo da Secretaria Municipal de Obras Públicas (Smop).

Fonte: Prefeitura de Curitiba.

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